“Organização Comunitária no Combate à Pandemia de COVID-19 e a Exclusão Social”
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As consequências da desigualdade social exacerbadas pela pandemia de COVID-19 representam um grande desafio à efetividade das políticas de saúde pública e sociais. A valorização da intersubjetividade, abordada pela psicologia social-histórica e pelas éticas latino-americana e feminista, contribui para uma melhor compreensão do cuidado produzido no cotidiano e nos afetos das pessoas que vivenciam a exclusão social. O objetivo de um estudo recente foi compreender as diferentes formas de enfrentamento e produção de cuidado promovidas por organizações comunitárias em territórios vulneráveis afetados pela pandemia de COVID-19.
Utilizando pesquisa qualitativa participativa, líderes comunitários foram entrevistados sobre suas experiências cotidianas, com observação participante e registros em diário de campo. Os resultados indicam que a valorização e a compreensão da intersubjetividade, expressas pelo sentimento de comunidade e outros aspectos, orientam possibilidades para politizar as práticas de saúde e o cuidado, seguindo a produção de um cuidado ético-político. Isso contribuiria para o fortalecimento das formas de participação social, solidariedade, exercício da cidadania e luta por direitos. A pesquisa destaca a importância das organizações comunitárias na resposta à pandemia, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.
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