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Um estudo recente investigou a validade e a confiabilidade da versão brasileira da Escala da Relação Coparental (CRS-BR), instrumento utilizado para avaliar a relação entre pais que compartilham a guarda dos filhos. A pesquisa, conduzida com 238 mães e 195 pais de crianças com até 6 anos de idade, buscou analisar a validade interna da CRS-BR por meio de análise fatorial confirmatória e testes de invariância de gênero, além da confiabilidade de cada fator do instrumento e da validade externa, baseada na validade discriminante e nas correlações com medidas de construtos teoricamente relacionados.

A análise fatorial confirmatória revelou um bom ajuste para os participantes brasileiros, utilizando os mesmos seis fatores que apresentaram níveis de confiabilidade satisfatórios para pais norte-americanos. A pesquisa encontrou evidências para invariância configural, métrica e escalar em relação ao gênero dos pais, demonstrando que a escala se comporta de forma similar para homens e mulheres. Os seis subescalas da CRS-BR demonstraram confiabilidade aceitável. Em relação à validade discriminante, apenas dois fatores da CRS-BR (minimizando e conflito) apresentaram correlações mais altas do que o esperado com as pontuações de desejabilidade social dos pais. Consistentemente com a literatura, foram encontradas algumas correlações entre a coparentalidade e o ajuste da criança. Os resultados oferecem suporte substancial para as teorias contemporâneas de coparentalidade e indicam que a CRS-BR pode ser utilizada com pais brasileiros de crianças de até seis anos de idade, facilitando a integração dos achados brasileiros com trabalhos internacionais sobre coparentalidade.

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