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A pandemia de COVID-19 trouxe desafios sem precedentes para diversos setores, e o trabalho social com populações vulneráveis não foi exceção. Um estudo recente explorou as experiências de assistentes sociais na Espanha, que atuam em Centros de Atendimento e Encaminhamento de Emergência (ECRCs), cuidando de migrantes em situação irregular durante esse período crítico. A pesquisa qualitativa revelou insights importantes sobre as dificuldades enfrentadas e as adaptações necessárias para garantir o bem-estar dessa população.

Os resultados do estudo destacaram três temas principais. O primeiro, “Protegendo a nós mesmos para protegê-los (IMs)”, refletiu a preocupação dos assistentes sociais em manter a própria saúde para poder continuar prestando assistência. O segundo tema, “Gerenciando o confinamento para enfrentar a crise de saúde”, abordou as estratégias adotadas para lidar com as restrições impostas pela pandemia, como o isolamento social, e seus impactos na saúde mental e física dos migrantes. O terceiro tema, “Presos entre o compromisso pessoal e o desenvolvimento profissional”, revelou o conflito vivenciado pelos profissionais entre a dedicação ao trabalho e as dificuldades pessoais decorrentes do estresse e da sobrecarga.

A pesquisa demonstrou que a pandemia transformou a natureza do atendimento prestado aos migrantes, com foco em medidas de proteção, procedimentos de confinamento e atendimento às necessidades básicas de saúde. Essa mudança de função exigiu treinamento em saúde pública e mediação de conflitos decorrentes do isolamento. Além disso, o estudo apontou que, embora a pandemia tenha aumentado o reconhecimento profissional dos assistentes sociais, também intensificou o estigma, o estresse psicológico e os problemas familiares enfrentados por esses profissionais, evidenciando a importância de oferecer suporte e recursos adequados para garantir a saúde mental e o bem-estar daqueles que cuidam dos mais vulneráveis.

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