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Um estudo de acompanhamento de 10 anos revelou resultados animadores para pacientes com queloides e fototipos de pele mais altos, utilizando uma abordagem não cirúrgica combinada. Queloides, que são cicatrizes elevadas que podem se formar após lesões na pele, representam um desafio terapêutico, especialmente em indivíduos com pele mais escura, onde a recorrência é mais comum.

A pesquisa avaliou a eficácia de um protocolo sequencial que inclui o uso prolongado de curativos hidrocoloides oclusivos, injeções mensais de triancinolona e 5-fluorouracil (5-FU), e terapia com luz intensa pulsada. Este tratamento combinado visa reduzir a probabilidade de reaparecimento das lesões, melhorar a resolução das cicatrizes e aumentar a satisfação do paciente. O estudo acompanhou 79 queloides em 55 pacientes com fototipos de Fitzpatrick III ou superior, por um período de 19 a 123 meses após a conclusão do tratamento.

Os resultados demonstraram que a abordagem não cirúrgica apresentou baixas taxas de recorrência e altos níveis de satisfação entre os pacientes. A resolução completa dos queloides foi alcançada em 82,3% dos casos, e 94,9% dos pacientes relataram máxima satisfação com o tratamento. Apenas 8,9% dos pacientes relataram dor durante o tratamento, e apenas um caso de recorrência (1,3%) foi observado cinco anos após o término do tratamento. Esses achados sugerem que esta terapia combinada pode ser uma opção valiosa para pacientes com queloides, particularmente aqueles com pele pigmentada, oferecendo uma alternativa eficaz e menos invasiva em comparação com abordagens cirúrgicas tradicionais. A combinação de diferentes modalidades terapêuticas parece ser a chave para controlar o crescimento anormal do tecido cicatricial e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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