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No dia a dia, frequentemente nos deparamos com instruções que nos dizem o que não fazer. Seja uma placa indicando ‘Não pise na grama’ ou uma orientação médica para evitar certos alimentos, as instruções negativas são parte integrante de nossa capacidade de aprender e nos adaptar. Uma pesquisa recente investigou como o cérebro processa essas instruções ‘negativas’ em comparação com as instruções ‘positivas’ (ou afirmativas) que indicam o que fazer.

O estudo, publicado na revista Psychological Research, explorou o aprendizado baseado em instruções (IBL), uma habilidade humana essencial que nos permite aplicar regras novas de forma flexível e eficiente. Enquanto pesquisas anteriores se concentraram principalmente em instruções que especificam regras afirmativas (por exemplo, ‘Se condição A, então execute ação X’), este estudo se concentrou nas instruções negativas (por exemplo, ‘Se condição B, então não execute ação X, mas execute ação Y ou Z’). Os resultados revelaram que as instruções negativas podem apresentar desafios únicos para o cérebro.

Os experimentos mostraram que a implementação de instruções negativas tende a ser menos eficiente em comparação com as instruções positivas, com tempos de resposta mais longos. Isso sugere que a associação original entre a condição e a ação que deve ser evitada (no exemplo acima, a associação B-X) persiste, mesmo quando estamos tentando seguir a instrução negativa. No entanto, o estudo também descobriu que, com a prática repetida, a associação entre a condição e a ação alternativa correta (B-Y ou B-Z) se fortalece. Além disso, a pesquisa indicou que ter informações antecipadas sobre o tipo de instrução (positiva ou negativa) pode ser benéfico, especialmente para instruções negativas, sugerindo que o cérebro integra proativamente a negação ao modelo da tarefa. Em resumo, este estudo destaca a complexidade do aprendizado baseado em instruções negativas e revela como o cérebro se adapta para lidar com elas.

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