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Um estudo recente acompanhou indivíduos autistas e não autistas por um período de 10 anos, desde a infância até o início da vida adulta, para investigar a trajetória do desenvolvimento da tomada de decisão. A pesquisa, publicada na revista Developmental Neuropsychology, avaliou as estratégias de tomada de decisão, considerando o impacto de sintomas internalizantes, como ansiedade e depressão.

O estudo envolveu 38 participantes autistas e 50 não autistas, com avaliações realizadas no início da pesquisa (idade média de 11,8 anos, com 72,7% do sexo masculino), após dois anos e, finalmente, dez anos depois. Os resultados revelaram que tanto os indivíduos autistas quanto os não autistas apresentaram melhorias semelhantes no desempenho da tomada de decisão ao longo do tempo. No entanto, uma diferença notável surgiu: os participantes autistas demonstraram um estilo de tomada de decisão mais avesso ao risco em comparação com o grupo não autista.

Essa aversão ao risco observada nos indivíduos autistas parece refletir um estilo de pensamento mais deliberado em situações vantajosas. Em contrapartida, em situações desfavoráveis, essa tendência parece ser influenciada por sintomas internalizantes. Compreender essas nuances na tomada de decisão em pessoas com autismo pode auxiliar no desenvolvimento de intervenções e apoios mais eficazes, promovendo a autonomia e o bem-estar ao longo da vida.

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