Rotação de Objetos e a Influência na Escolha da Pegada: Um Estudo sobre a Ambiguidade Motora
A forma como pegamos em objetos é, geralmente, um processo consistente e eficiente, resultado da experiência e aprendizado prévios. No entanto, em algumas situações, surge uma interessante questão: por que, mesmo com as propriedades do objeto e a intenção permanecendo as mesmas, a pegada escolhida pode variar, demonstrando uma falta de preferência clara? Esse fenômeno é conhecido como ambiguidade motora.
Uma pesquisa recente investigou como informações visuais estáticas e dinâmicas influenciam a decisão entre diferentes configurações de mão ao agarrar um objeto em diversas orientações. Os resultados confirmaram achados anteriores de que a apresentação inicial de um objeto em uma orientação estática leva os participantes a escolher uma pegada mais congruente com essa posição inicial. Em outras palavras, o cérebro tende a replicar um padrão já estabelecido visualmente.
Surpreendentemente, o estudo revelou que, ao observar a rotação do objeto entre as posições inicial e final, essa tendência se inverte. Os participantes passam a optar por configurações de pegada alternativas. Curiosamente, a força dessa inversão não se mostrou dependente da magnitude do movimento e persistiu mesmo quando os participantes tiveram mais tempo para decidir. Os pesquisadores discutem diversas possibilidades dentro dos circuitos perceptivos e de tomada de decisão que poderiam explicar esse intrigante comportamento. Compreender esses mecanismos pode ser fundamental para reabilitação motora e no desenvolvimento de próteses mais intuitivas.
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