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Problemas de sono são frequentemente observados em crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), afetando até 83% dessa população. Esses distúrbios vão além de simples noites mal dormidas, impactando significativamente a qualidade de vida e contribuindo para dificuldades comportamentais. Uma revisão sistemática recente analisou 26 estudos publicados entre 2010 e 2024 para entender melhor essa relação.

A análise dos estudos revelou associações consistentes entre dificuldades para iniciar o sono (insônia), sonambulismo, resistência à hora de dormir e problemas de comportamento como agressividade, hiperatividade e desregulação emocional. Além disso, sintomas internalizantes, como ansiedade e depressão, e o agravamento de características centrais do TEA também foram relacionados a problemas crônicos de sono. A revisão também destacou o uso de medidas objetivas de sono, como a actigrafia e a polissonografia, que confirmaram essas associações, mostrando que interrupções na arquitetura do sono estão correlacionadas com a gravidade dos problemas comportamentais.

Apesar da qualidade metodológica considerada moderada a alta na maioria dos estudos analisados, a revisão apontou para a necessidade de maior padronização nas ferramentas de avaliação do sono e do comportamento. A pesquisa enfatiza a importância da avaliação rotineira do sono no acompanhamento clínico de crianças e adolescentes com TEA. Intervenções direcionadas para melhorar a qualidade do sono podem ser uma estratégia eficaz para reduzir problemas de comportamento e promover um melhor desenvolvimento geral nesses indivíduos. A identificação e o tratamento precoce dos distúrbios do sono podem ter um impacto significativo na qualidade de vida tanto das crianças e adolescentes quanto de suas famílias.

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