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A instabilidade do ombro é uma preocupação comum entre atletas, especialmente aqueles que praticam esportes de contato ou que exigem movimentos repetitivos acima da cabeça. Após uma lesão ou cirurgia para estabilizar o ombro, o retorno ao esporte deve ser cuidadosamente avaliado para minimizar o risco de novas lesões, como a re-luxação.

Uma revisão recente analisou estudos sobre testes clínicos objetivos utilizados para avaliar a prontidão de atletas com instabilidade no ombro para retornar ao esporte. Os testes analisados avaliam diversos aspectos da função do ombro, incluindo a amplitude de movimento, a força muscular, a resistência muscular, a potência, a qualidade do movimento e o controle do tronco. Os resultados mostraram que as taxas de aprovação nesses testes variam amplamente, dependendo do tipo de teste e do tempo decorrido desde a cirurgia.

Apesar da variedade nos resultados dos testes, a taxa de re-luxação após o retorno ao esporte ficou entre 5% e 10%. Isso indica que, embora os testes objetivos possam fornecer informações úteis, eles não são perfeitos para prever o sucesso do retorno ao esporte. A predominância de estudos de caso limita a capacidade de tirar conclusões definitivas sobre a eficácia desses testes na redução do risco de instabilidade do ombro. Portanto, a decisão de liberar um atleta para retornar ao esporte deve ser baseada em uma avaliação abrangente que considere múltiplos fatores, incluindo os resultados dos testes objetivos, a progressão da reabilitação, o nível de confiança do atleta e as demandas específicas do esporte praticado.

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