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A ansiedade social, especialmente na adolescência, pode ter um impacto significativo no desenvolvimento e no bem-estar geral. Um estudo recente investigou a relação entre transtorno de ansiedade social (TAS), traços autistas e funções executivas em adolescentes. O objetivo principal foi comparar o desempenho cognitivo de adolescentes com TAS que apresentam traços autistas com aqueles que não os apresentam, e também compará-los com um grupo de controle saudável.

A pesquisa envolveu a análise de 36 adolescentes diagnosticados com TAS e 36 adolescentes saudáveis. Os participantes foram submetidos a diversos testes neuropsicológicos, incluindo o Teste de Stroop, o Teste de Classificação de Cartas de Wisconsin (WCST) e o Teste de Matrizes Progressivas de Raven. Além disso, foram avaliados os traços autistas utilizando o Questionário do Espectro Autista para Adolescentes (AQ-Adolescent) e a Escala de Avaliação do Autismo Infantil. Os resultados revelaram que o grupo com TAS apresentou um desempenho inferior em algumas subáreas do WCST e demorou mais para completar o Teste de Stroop. Surpreendentemente, não houve diferença significativa na flexibilidade cognitiva entre os grupos TAS e controle. No entanto, a pontuação no AQ-Adolescent foi significativamente maior no grupo TAS, indicando uma maior presença de traços autistas.

Embora o estudo tenha identificado uma ligação entre TAS, traços autistas e dificuldades em algumas funções executivas, é importante notar que a presença de traços autistas não influenciou significativamente o desempenho nos testes neuropsicológicos dentro do grupo com TAS. Estes resultados sugerem que a ansiedade social pode afetar as funções executivas independentemente da presença de traços autistas. A pesquisa destaca a importância de compreender a complexa interação entre ansiedade social, autismo e cognição em adolescentes, o que pode levar a intervenções mais eficazes e personalizadas para melhorar a qualidade de vida desses jovens. Estudos futuros poderiam explorar mais a fundo os mecanismos subjacentes a essas relações, com amostras maiores e metodologias diversificadas, para confirmar e expandir estes achados.

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