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A realidade virtual (RV) tem se mostrado uma ferramenta promissora para o treinamento e avaliação de habilidades motoras e desempenho esportivo. Ao criar ambientes controlados e reproduzíveis, a RV oferece oportunidades inovadoras para pesquisa e desenvolvimento de novas técnicas de treinamento. No entanto, a experiência em RV impõe demandas sensoriais únicas que podem, paradoxalmente, prejudicar a coordenação motora e o aprendizado de habilidades.

Um estudo recente investigou como a RV afeta a coordenação visuo-motora e o desempenho em uma tarefa específica: o putting no golfe. O objetivo era comparar o desempenho e o comportamento do olhar de indivíduos em ambientes virtuais e reais, e verificar se a experiência prévia influenciava os resultados. Participaram do estudo desde novatos até golfistas experientes, passando por atletas de outras modalidades. Todos realizaram 30 putts tanto no mundo real quanto na realidade virtual, enquanto seus movimentos oculares e resultados eram monitorados.

Os resultados mostraram que o desempenho no mundo real foi superior ao da RV em todos os grupos. Curiosamente, especialistas tiveram um desempenho significativamente melhor no mundo real em comparação com atletas e novatos. Na RV, as diferenças entre os grupos foram menos evidentes. Além disso, observou-se que a coordenação visuo-motora parece ser perturbada na RV. O estudo sugere que ambientes de treinamento em realidade virtual podem necessitar de ajustes para compensar essas diferenças visuo-motoras e garantir que o feedback fornecido seja consistente com as expectativas de desempenho no mundo real. Em resumo, a RV oferece potencial, mas exige cautela na sua implementação para evitar efeitos adversos no aprendizado e desempenho esportivo.

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