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A neuromodulação sacral (NMS) tem se mostrado uma opção de tratamento eficaz para crianças que sofrem de disfunção da bexiga e do intestino refratária, ou seja, que não respondem a outras terapias. Um estudo recente, abrangendo 13 anos de experiência, investigou a probabilidade de remoção do estimulador do nervo sacral (explante) em crianças, seja devido à resolução dos sintomas ou a complicações.

A pesquisa envolveu uma análise retrospectiva de crianças submetidas à NMS em um período de 13 anos. Os resultados indicaram que, aproximadamente, um quarto das crianças que receberam o implante alcançaram a cura, com uma probabilidade crescente ao longo do tempo de acompanhamento. Um dado relevante é que mais de 70% dos explantes foram realizados devido à resolução dos sintomas, enquanto menos de 10% foram motivados por infecções. A análise também apontou para uma alta probabilidade de resolução sustentada dos sintomas após a remoção do dispositivo, quando realizada devido à cura.

Esses achados reforçam a NMS como uma alternativa segura e viável para crianças com disfunção da bexiga e do intestino refratária, oferecendo um potencial significativo de cura. Apesar da necessidade de revisões em alguns casos, a alta taxa de sucesso na resolução dos sintomas e a baixa incidência de complicações graves, como infecções, tornam a neuromodulação sacral uma opção a ser considerada para melhorar a qualidade de vida dessas crianças e suas famílias. A possibilidade de uma cura duradoura, mesmo após a remoção do dispositivo, é um fator crucial para o sucesso a longo prazo do tratamento.

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