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A risperidona é um medicamento eficaz no controle de comportamentos disruptivos em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). No entanto, seu uso pode estar associado a efeitos colaterais metabólicos, o que exige um monitoramento cuidadoso da dose. Um estudo recente buscou validar externamente um modelo farmacocinético populacional (popPK) e a faixa terapêutica ideal para a risperidona e seu metabólito, a 9-OH-risperidona, em crianças com TEA.

O estudo utilizou dados de serviços alemães de Monitoramento Terapêutico de Drogas (TDM) para avaliar o desempenho do modelo popPK e definir a janela terapêutica. A análise revelou que o modelo tendeu a subestimar as concentrações de risperidona, embora as previsões individuais fossem razoavelmente precisas. As análises da curva ROC (Receiver Operating Characteristic) indicaram uma faixa terapêutica de 5,0 a 8,0 ng/mL, ligeiramente superior à janela previamente estabelecida de 3,5 a 7,0 ng/mL.

Apesar dessa diferença, os pesquisadores sugerem a manutenção da faixa terapêutica original de 3,5 a 7,0 ng/mL. Isso se deve ao fato de que a análise atual incluiu um número limitado de concentrações mínimas baixas do medicamento. O modelo popPK parece ser uma ferramenta útil para o monitoramento terapêutico da risperidona em crianças com TEA, auxiliando os médicos a otimizar a dose e minimizar o risco de efeitos colaterais. É fundamental que o tratamento com risperidona seja individualizado e acompanhado de perto por um profissional de saúde qualificado, considerando os potenciais benefícios e riscos para cada paciente. O ajuste da dose deve ser feito com base na resposta clínica e na tolerância do paciente, sempre buscando o equilíbrio entre a eficácia e a segurança do medicamento. A validação contínua de modelos farmacocinéticos e faixas terapêuticas é essencial para garantir o uso otimizado de medicamentos em populações pediátricas.

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