Saúde Desvendada

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Iniciar uma caminhada parece simples, mas envolve um complexo processo que se divide em planejamento e execução. Uma pesquisa recente investigou a fundo a fase inicial desse processo, focando no tempo de ajuste postural antecipatório (APA), que pode ser encarado como um tipo de tempo de reação. O estudo buscou entender melhor os processos cognitivos envolvidos nessa etapa crucial.

Para desvendar essa relação, pesquisadores avaliaram o tempo de APA, o tempo de reação visuomotor simples e complexo dos membros superiores, além do desempenho cognitivo e motor de 27 pessoas com Doença de Parkinson, 31 idosos e 34 jovens adultos. Os resultados revelaram que o tempo de APA foi significativamente maior do que o tempo de reação simples em todos os três grupos, o que sugere um processo cognitivo mais intrincado. Nos jovens adultos, o tempo de APA foi consideravelmente menor do que o tempo de reação complexo. Já nos idosos e em indivíduos com Parkinson, essa diferença não foi tão acentuada.

Um achado interessante foi a associação entre o tempo de APA e o teste Color-Trails (parte B) em todos os participantes, indicando uma ligação com a função cognitiva. Em pacientes com Parkinson, a duração do APA se correlacionou com a pontuação na parte 3 (motora) da escala MDS-UPDRS, que avalia a progressão da doença, enquanto o tempo de APA não apresentou essa correlação. Esses resultados sugerem que o tempo de APA representa um processo cognitivo mais elaborado do que uma tarefa de reação simples, compartilhando características de tarefas mais complexas, principalmente em idosos e pessoas com Parkinson. Em pacientes com Parkinson, essa fase inicial de planejamento motor não parece estar diretamente relacionada à incapacidade motora, ao contrário da duração do APA. Estudos futuros são necessários para identificar os fatores que influenciam essa etapa inicial da marcha.

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