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A avaliação precisa e confiável do nível de sedação em pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) é crucial para otimizar os resultados clínicos. Um estudo recente investigou a concordância entre diferentes avaliadores ao utilizarem a Escala de Sedação e Agitação de Richmond (RASS), uma ferramenta amplamente utilizada para monitorar o nível de agitação ou sedação de pacientes, especialmente aqueles sob ventilação mecânica.

A pesquisa, conduzida em duas UTIs de um hospital universitário no Colorado, envolveu a comparação das avaliações de enfermeiros que prestavam cuidados diretos aos pacientes com as avaliações de investigadores treinados. Um total de 79 encontros com 62 pacientes únicos, todos recebendo ventilação mecânica, foram analisados. Os resultados revelaram que, embora a confiabilidade geral entre os avaliadores fosse considerada alta, existiam variações significativas no grau de concordância, dependendo da categoria do avaliador. A concordância entre os dois investigadores treinados foi maior do que a concordância entre os enfermeiros e os investigadores.

Especificamente, o estudo apontou que as enfermeiras tendiam a registrar valores de RASS mais altos, indicando um nível de sedação mais leve, em comparação com as avaliações dos investigadores. Em uma parcela das observações, os avaliadores expressaram incerteza ou ambiguidade ao aplicar a escala RASS. Estes achados destacam a importância de uma compreensão consistente e de treinamento adequado na utilização da escala RASS para garantir avaliações precisas e comparáveis, otimizando, assim, o cuidado ao paciente na UTI. Mais pesquisas são necessárias para explorar os fatores que influenciam a concordância entre avaliadores, como as características do avaliador, o ambiente da UTI e as condições do paciente.

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