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Estudos recentes têm demonstrado uma ligação intrigante entre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a composição da microbiota intestinal em crianças. Uma pesquisa comparativa revelou diferenças significativas na flora intestinal de crianças com TEA em relação a seus pares neurotípicos, destacando a importância de considerar fatores gastrointestinais e nutricionais no manejo do autismo.

A pesquisa, que analisou amostras fecais de crianças com e sem TEA, identificou que o grupo controle apresentava predominância de Bacteroidota, enquanto no grupo com TEA, eram mais prevalentes Firmicutes, Actinobacteriota e Proteobacteria. Além disso, gêneros como Blautia e Bifidobacterium foram encontrados em maior quantidade no grupo controle, ao passo que Clostridium sensu stricto 1, Ruminococcus_torques_group, Lachnospiraceae_UCG004 e Bifidobacterium breve se destacaram no grupo com TEA. Essas diferenças na composição da microbiota podem estar relacionadas com a absorção de nutrientes e até mesmo com a produção de neurotransmissores que afetam o cérebro.

Além das alterações na microbiota, o estudo também apontou para questões comportamentais relacionadas à alimentação no grupo com TEA. Comorbidades, ingestão de sódio e pontuações na escala BAMBI (Brief Autism Mealtime Behaviour Inventory) revelaram maiores problemas de comportamento alimentar nesses indivíduos. Esses achados reforçam a necessidade de uma abordagem multidisciplinar no tratamento do TEA, que inclua acompanhamento nutricional e intervenções para melhorar os hábitos alimentares e a saúde gastrointestinal das crianças.

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