Zinco e Autismo: Suplementação Dietética Impacta o Microbioma Intestinal em Modelo Animal
Estudos recentes têm demonstrado uma ligação intrigante entre a suplementação de zinco na dieta e a modulação do microbioma intestinal em modelos de autismo. Pesquisadores investigaram como o zinco dietético pode influenciar o microbioma intestinal e a expressão genética em camundongos com deficiência do gene Shank3B, um modelo animal utilizado para estudar o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A pesquisa revelou que a suplementação de zinco na dieta de camundongos Shank3B-/- alterou significativamente a composição do microbioma intestinal. Observou-se que o zinco influenciou a diversidade bacteriana e fúngica em diferentes regiões do intestino dos animais. Além disso, a expressão de genes metabólicos do hospedeiro, que podem ser regulados pela microbiota intestinal, e de genes envolvidos em interações antimicrobianas, foi afetada nos camundongos com deficiência de Shank3B.
As análises metagenômicas revelaram diferenças na abundância de vias de biossíntese de ácidos graxos bacterianos e transportadores, incluindo transportadores de zinco e receptores de neurotransmissores, entre os grupos experimentais. Os resultados sugerem um aumento na atividade metabólica e nas interações microbianas-hospedeiro que podem beneficiar tanto o hospedeiro quanto o micróbio na presença de zinco. Esses achados abrem novas perspectivas para a manipulação do zinco dietético e da microbiota intestinal como potenciais estratégias terapêuticas para melhorar os comportamentos relacionados ao TEA e os problemas gastrointestinais associados. A pesquisa destaca a importância do eixo intestino-cérebro e a influência da nutrição na saúde geral de indivíduos com predisposição ao autismo.
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