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A ventilação mecânica é um suporte vital para muitas crianças com problemas respiratórios. Tradicionalmente, acreditava-se que a posição do corpo influenciava a distribuição da ventilação nos pulmões, com o lado não dependente (o lado para cima) recebendo mais ar. No entanto, estudos recentes têm questionado essa compreensão, especialmente em pacientes pediátricos.

Uma pesquisa exploratória investigou como diferentes posições corporais afetam a distribuição da ventilação em crianças submetidas à ventilação mecânica. O estudo utilizou a tomografia de impedância elétrica torácica (EIT) para medir a ventilação regional em bebês e crianças em diversas posições: deitados do lado esquerdo, do lado direito, de costas (supina) e de bruços (prona). Os pesquisadores analisaram a quantidade de ar que chegava a diferentes regiões dos pulmões em cada posição.

Os resultados mostraram que a distribuição da ventilação em crianças com doença pulmonar leve que necessitavam de ventilação mecânica é bastante variável. Surpreendentemente, o padrão de distribuição da ventilação nessas crianças era semelhante ao observado em crianças saudáveis que respiram espontaneamente. Além disso, em muitos dos participantes do estudo, observou-se maior ventilação no pulmão direito em ambas as posições laterais, e na região dorsal do pulmão nas posições supina e prona. Isso sugere que a resposta à posição corporal pode ser individual e que as estratégias de posicionamento para otimizar a ventilação devem ser personalizadas para cada criança. O estudo destaca a necessidade de mais pesquisas para entender melhor a dinâmica da ventilação em pacientes pediátricos sob ventilação mecânica e como otimizar as estratégias de cuidado.

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