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O Tai Chi, uma prática milenar chinesa conhecida por seus movimentos lentos e graciosos, tem demonstrado benefícios clinicamente significativos para o gerenciamento do diabetes tipo 2 (DM2). Uma meta-análise recente de ensaios clínicos randomizados investigou os efeitos do Tai Chi no controle glicêmico e em outros marcadores de saúde importantes em pacientes com DM2, revelando resultados promissores.

A análise demonstrou que a prática regular de Tai Chi está associada a reduções significativas nos níveis de glicose em jejum, hemoglobina glicada (HbA1c), triglicerídeos (TG) e colesterol LDL (o chamado ‘colesterol ruim’). Além disso, o Tai Chi também se mostrou eficaz na diminuição dos níveis de marcadores inflamatórios, como a proteína C-reativa de alta sensibilidade (hs-CRP), a interleucina-6 (IL-6) e o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α). Esses resultados sugerem que o Tai Chi pode ajudar a melhorar o controle glicêmico e reduzir o risco de complicações cardiovasculares em pessoas com DM2.

As análises de subgrupos identificaram algumas características específicas da prática de Tai Chi que parecem otimizar seus benefícios no controle da glicemia. A rotina padronizada de 24 movimentos de Tai Chi, intervenções com duração de 12 semanas ou mais, frequência de exercício superior a cinco sessões por semana e duração diária de exercício de pelo menos 60 minutos foram associadas a uma redução mais expressiva nos níveis de glicose em jejum. Esses achados fornecem informações valiosas para a prescrição personalizada de exercícios de Tai Chi para indivíduos com diabetes tipo 2. Estudos futuros devem explorar respostas específicas por idade (por exemplo, pediátrica versus geriátrica) e sexo para otimizar ainda mais as recomendações de prática.

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