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A COVID-19, em muitos casos, deixa um rastro de sintomas persistentes, um fenômeno conhecido como Long COVID. Um estudo recente publicado na revista Frontiers in Cardiovascular Medicine investigou a recuperação cardiorrespiratória e a função pulmonar de pacientes ao longo de um período de 12 meses após a infecção aguda. A pesquisa buscou preencher uma lacuna no conhecimento sobre os efeitos duradouros da doença, concentrando-se na aptidão cardiorrespiratória (ACR) e na função pulmonar (FP).

O estudo prospectivo acompanhou 29 indivíduos que haviam sido previamente diagnosticados com COVID-19 pós-aguda. Os dados iniciais foram coletados durante a fase aguda da infecção. Os participantes foram submetidos a avaliações clínicas, testes de exercício cardiopulmonar (TECP), espirometria e medição da pressão inspiratória máxima (PIM) no início do estudo e novamente após 12 meses. Os resultados revelaram melhorias significativas em diversos parâmetros do TECP, incluindo a relação VE/MVV, o pico de consumo de oxigênio (VO2 pico) e a inclinação da eficiência do consumo de oxigênio (OUES). Houve também uma redução na inclinação VE/VCO2.

Além das melhorias cardiorrespiratórias, a função pulmonar também apresentou avanços notáveis. Observou-se um aumento no percentual previsto do volume expiratório forçado em 1 segundo (VEF1) e na capacidade vital forçada (CVF). A PIM também melhorou significativamente, e a prevalência de fraqueza muscular inspiratória diminuiu de 20,7% no início do estudo para apenas 3,5% após um ano. Em conclusão, apesar da severidade inicial da doença, os pacientes demonstraram uma recuperação substancial na aptidão cardiorrespiratória, na função pulmonar e na força muscular inspiratória ao longo de 12 meses. Este estudo oferece um vislumbre encorajador da capacidade de recuperação do corpo após a COVID-19, embora mais pesquisas sejam necessárias para entender completamente os mecanismos subjacentes e identificar estratégias para otimizar a reabilitação.

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