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A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Caracterizada pela inflamação das articulações, a AR pode causar dor, rigidez e, em casos mais graves, deformidades. Embora existam diversas opções de tratamento disponíveis, uma parcela significativa dos pacientes, entre 5% e 20%, não responde adequadamente às terapias convencionais, incluindo medicamentos biológicos e terapias direcionadas.

Nesse cenário, o plasma rico em plaquetas (PRP) surge como uma alternativa promissora. O PRP é um produto autólogo, ou seja, derivado do próprio sangue do paciente, e enriquecido com fatores de crescimento. Esses fatores desempenham um papel crucial em diversos processos biológicos, como a redução da inflamação, o estímulo da formação de novos vasos sanguíneos (angiogênese), a migração celular e a regulação do metabolismo. No contexto da AR, o PRP demonstrou potencial para aliviar a resposta inflamatória, modular o ambiente intra-articular e atenuar as alterações artríticas na membrana sinovial e na cartilagem.

Estudos indicam que o PRP atua suprimindo o fator nuclear kappa B (NF-κβ) e a via de sinalização da fosfoinositídeo 3-quinase (PI3K)/proteína quinase B (AKT), importantes reguladores da inflamação. Além disso, o PRP parece contribuir para a redução do estresse oxidativo e da hiperplasia sinovial, bem como para o estímulo da angiogênese e da condrogênese, processos essenciais para a reparação e regeneração dos tecidos articulares. Apesar dos resultados promissores, ainda existe uma lacuna em relação à uniformidade das doses e protocolos de tratamento com PRP na AR. São necessários estudos mais abrangentes e bem planejados para explorar plenamente o potencial terapêutico desta nova abordagem ortobiológica.

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