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Pesquisadores demonstraram que a ocitocina, um hormônio conhecido por seu papel na ligação social, pode ter um impacto significativo na melhoria de déficits de interação social em um modelo de autismo induzido por ácido valproico (VPA) em ratos. O estudo, publicado na revista Frontiers in Neuroscience, explorou os mecanismos moleculares subjacentes a esses efeitos benéficos.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição de neurodesenvolvimento complexa, influenciada por fatores genéticos e ambientais. A exposição a estressores ambientais durante a gestação tem sido associada a alterações no desenvolvimento neurológico fetal, aumentando o risco de TEA na prole. O estudo em questão investigou o potencial terapêutico da ocitocina em um modelo animal que replica aspectos do TEA, buscando entender como ela poderia atuar para mitigar os sintomas.

Os resultados indicaram que a administração intranasal de ocitocina em ratos expostos ao VPA resultou em uma melhora notável nos déficits sociais, comportamentos repetitivos e respostas de ansiedade. A análise transcriptômica revelou anormalidades significativas no neurodesenvolvimento do grupo VPA, com supressão do desenvolvimento e diferenciação de oligodendrócitos. Acredita-se que a ocitocina promova o desenvolvimento dessas células, cruciais para a mielinização dos neurônios, através da ativação da via de sinalização PI3K/AKT. A melhoria na mielinização, confirmada por microscopia eletrônica de transmissão e qPCR, sugere um mecanismo pelo qual a ocitocina pode atenuar os déficits sociais observados no modelo de autismo.

Em conclusão, a pesquisa oferece evidências promissoras sobre o potencial da ocitocina como uma intervenção terapêutica para melhorar aspectos-chave do comportamento social em indivíduos com TEA. A identificação da via PI3K/AKT e do desenvolvimento de oligodendrócitos como alvos da ação da ocitocina abre novas perspectivas para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais eficazes no futuro. É importante ressaltar que estes resultados foram obtidos em modelo animal e mais estudos são necessários para confirmar a eficácia e segurança da ocitocina em humanos com TEA.

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