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Em ambientes educacionais, a saúde mental, especialmente no que diz respeito à ansiedade e ao estresse, é uma preocupação crescente. A busca por intervenções personalizadas e acessíveis tem levado à exploração de abordagens mente-corpo. Um estudo recente investigou quais estratégias baseadas no corpo os estudantes consideram mais eficazes para lidar com o sofrimento emocional.

A pesquisa envolveu 152 estudantes, predominantemente do sexo feminino, com idades entre 21 e 52 anos, participantes de um programa educacional em terapia psicomotora. Os participantes responderam a um questionário eletrônico que avaliou bem-estar, níveis de estresse e ansiedade, bem como o uso de 13 práticas mente-corpo, incluindo técnicas de respiração, grounding (ancoragem) e relaxamento muscular. Os resultados revelaram que o uso frequente de estratégias baseadas no corpo estava associado a uma menor probabilidade de estar em um grupo de alto risco para problemas de saúde mental. Curiosamente, o uso esporádico de um número maior de estratégias estava relacionado a um maior risco.

As práticas de respiração e grounding foram identificadas como as mais utilizadas e consideradas úteis, apresentando poucas barreiras à sua implementação. Estudantes em situação de alto risco mencionaram preocupações com sua capacidade e a falta de tempo como obstáculos, enquanto todos os participantes relataram esquecer de utilizar as práticas. A conclusão principal é que estudantes em alto risco tendem a experimentar uma variedade maior de práticas de forma inconsistente, enquanto aqueles com menor risco adotam estratégias específicas de maneira mais regular. A integração adequada dessas práticas por meio de educação e treinamento pode ser fundamental para otimizar sua eficácia no gerenciamento da saúde mental.

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