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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurodesenvolvimental complexa, caracterizada por desafios comportamentais e cognitivos. Pesquisas recentes têm demonstrado uma ligação entre o TEA e a desregulação do sistema imunológico, incluindo perfis anormais de citocinas e inflamação crônica de baixo grau. Diante disso, estratégias nutricionais direcionadas, como dietas anti-inflamatórias e a suplementação com probióticos, emergem como potenciais ferramentas para modular a resposta imune e as interações entre o intestino e o cérebro em indivíduos com TEA.

Um estudo recente investigou os efeitos imunomodulatórios de uma dieta anti-inflamatória estruturada, denominada NeuroGutPlus, em comparação com a suplementação de probióticos multi-estirpe em crianças com TEA. A dieta NeuroGutPlus é um protocolo alimentar completo que visa a integridade intestinal, a redução da inflamação e o suporte à função mitocondrial. Ela se caracteriza por ser baixa em glúten, FODMAPs, caseína e aditivos artificiais, e rica em ácidos graxos ômega-3, polifenóis e fibras fermentáveis. O estudo envolveu 30 crianças com TEA e 12 controles neurotípicos, que foram aleatoriamente designados para receber a dieta NeuroGutPlus, suplementação probiótica ou nenhuma intervenção durante um período de 12 semanas.

Os resultados revelaram que a dieta NeuroGutPlus promoveu uma redução significativa nos níveis de IFN-γ, uma citocina pró-inflamatória, e demonstrou um efeito estabilizador nos perfis imunológicos. A suplementação com probióticos, por sua vez, resultou em um aumento significativo nos níveis de IL-8 e MIP-1β, juntamente com uma diminuição no IFN-γ, sugerindo uma reconfiguração das respostas imunes inatas. Adicionalmente, o estudo identificou diferenças significativas em oito de onze biomarcadores entre os grupos após a intervenção, indicando efeitos imunológicos distintos. Em conclusão, este estudo sugere que dietas anti-inflamatórias podem ter efeitos imunoreguladores mais amplos e consistentes do que os probióticos isoladamente em crianças com TEA, reforçando a importância de estratégias dietéticas precisas como intervenções não farmacológicas para mitigar a disfunção imunológica em pacientes com TEA.

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