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Compreender o desenvolvimento da linguagem em crianças com autismo, especialmente aquelas consideradas minimamente verbais, é crucial para o desenvolvimento de intervenções mais eficazes. Um estudo recente investigou as habilidades linguísticas de crianças pré-escolares com autismo minimamente verbais, falantes do idioma grego, buscando identificar seus pontos fortes e fracos em diferentes aspectos da linguagem.

A pesquisa envolveu 26 crianças com uma idade média de 5 anos e 3 meses. Os participantes foram avaliados utilizando uma ferramenta padronizada que analisa a linguagem expressiva, receptiva e organizacional, considerando aspectos fonológicos, semânticos e morfossintáticos. Os resultados revelaram que, embora as crianças apresentassem dificuldades generalizadas, as habilidades receptivas e organizacionais da linguagem se destacaram, principalmente quando as avaliações incorporavam elementos visuais.

Um aspecto importante observado foi a associação negativa entre a idade e o desempenho linguístico, sugerindo um risco de deterioração da linguagem ao longo do tempo nesta população específica. A ausência de uma relação significativa entre o desempenho em testes de inteligência não verbal e o desempenho linguístico indica que a capacidade linguística em crianças autistas minimamente verbais não está necessariamente ligada à sua função cognitiva geral. Esses achados reforçam a ideia de que o desenvolvimento da linguagem nesses indivíduos é um processo complexo e heterogêneo, influenciado por diversos fatores. As implicações do estudo apontam para a importância de intervenções personalizadas, que utilizem recursos visuais e considerem as particularidades de cada criança, a fim de promover o desenvolvimento da linguagem de forma mais eficaz.

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