Saúde Desvendada

Seu local de informações de saúde

Pesquisadores identificaram uma possível ligação entre a desregulação das subunidades da proteína G e o transtorno do espectro autista (TEA). Um estudo recente investigou o papel das proteínas GNAO1 e GNAI1, componentes essenciais das vias de sinalização celular, em indivíduos com TEA.

O estudo, publicado na revista Frontiers in Psychiatry, comparou os níveis séricos de GNAO1 e GNAI1 em crianças com TEA (entre 3 e 7 anos) e em um grupo controle. Os resultados revelaram que os níveis de GNAO1 estavam significativamente diminuídos no grupo TEA, enquanto os níveis de GNAI1 estavam significativamente aumentados. A análise *in silico* sugeriu que essas proteínas estão envolvidas nas vias de sinalização GABAérgica e dopaminérgica, ambas com um papel crucial na neurobiologia do autismo. A via GABAérgica, importante sistema neurotransmissor inibitório, e a dopaminérgica, associada ao prazer e recompensa, podem ter o seu funcionamento alterado no TEA, contribuindo para os seus sintomas.

Embora mais pesquisas sejam necessárias para confirmar e expandir essas descobertas, os resultados sugerem que a desregulação das vias de sinalização da proteína G, especificamente as alterações nos níveis de GNAO1 e GNAI1, pode contribuir para os mecanismos subjacentes do TEA. Os pesquisadores enfatizam a necessidade de estudos adicionais para esclarecer os papéis mecanicistas dessas subunidades no TEA e explorar seu potencial como biomarcadores ou alvos terapêuticos. A identificação de biomarcadores no TEA pode auxiliar em diagnósticos mais precoces e personalizados, enquanto o desenvolvimento de terapias direcionadas às vias de sinalização da proteína G pode oferecer novas abordagens para o tratamento do transtorno.

Origem: Link

Deixe comentário