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A saúde mental infantojuvenil é um campo complexo que exige uma abordagem multifacetada. Uma nova perspectiva está surgindo, focando na integração entre a prática clínica e a pesquisa qualitativa. Essa abordagem visa criar um ambiente onde os profissionais de saúde mental possam conduzir pesquisas relevantes para o seu trabalho diário, aprimorando assim a qualidade do atendimento.

Um dos aspectos chave dessa integração é o desenvolvimento de um ‘laboratório’ de pesquisa orientado para a prática. Esse laboratório se concentra na saúde mental infantojuvenil e na pesquisa do bem-estar infantil, utilizando metodologias etnográficas e psicossociais. A ideia é que a pesquisa iniciada pelos profissionais de saúde tenha um efeito cascata, fomentando uma cultura de pesquisa ‘de baixo para cima’. Isso permite que os profissionais incorporem uma mentalidade de pesquisa em seus serviços, impulsionando a inovação e a melhoria contínua.

Além disso, é crucial considerar o papel da reflexividade metodológica e do pesquisador em pesquisas próximas à complexidade social e emocional da prática clínica. Esses ‘laboratórios’ de pesquisa oferecem oportunidades para que ideias clínicas sejam examinadas de forma mais eficaz, pois são retiradas do ambiente clínico e ressituadas para fins de pesquisa. Ademais, essa pesquisa pode promover uma conscientização crítica da qualidade social e historicamente contingente dos métodos e práticas. Em outras palavras, permite questionar e aprimorar constantemente as abordagens utilizadas, garantindo que sejam relevantes e eficazes para as necessidades específicas de cada criança e adolescente.

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