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O câncer de mama triplo negativo (CMTN) é um dos subtipos mais agressivos da doença, caracterizado pela ausência de receptores de estrogênio (ER), progesterona (PR) e HER2. Essa característica limita as opções de tratamento e está associada a uma alta taxa de recidiva. Pesquisadores têm explorado novas abordagens terapêuticas, e uma delas, o plasma físico não invasivo (PPNI), tem demonstrado resultados promissores.

O PPNI é uma tecnologia inovadora que utiliza plasma de baixa temperatura, gerado a partir de gases como o argônio, para produzir espécies reativas de oxigênio e nitrogênio (ERONS). Estudos recentes indicam que o PPNI pode induzir a morte de células cancerosas e ativar o sistema imunológico através da via STING (Stimulator of Interferon Genes). Essa via desempenha um papel crucial na detecção de DNA danificado e na ativação de respostas imunes contra tumores.

Pesquisas demonstraram que o tratamento com PPNI causa danos ao DNA das células CMTN, levando à ativação da via STING e à produção de interferon beta (IFN-β) e genes estimulados por interferon (ISGs). Além disso, o PPNI induz a polarização de macrófagos em um fenótipo M1, que é conhecido por sua capacidade de combater o câncer. Resultados promissores também foram observados em modelos de organoides derivados de pacientes com CMTN, onde o tratamento com plasma interrompeu a estrutura do organoide, reduziu a viabilidade celular e promoveu a polarização de macrófagos M1. Esses achados sugerem que o PPNI pode ser uma ferramenta valiosa no combate ao CMTN, oferecendo uma abordagem terapêutica com baixa toxicidade e potencial para complementar a imunoterapia convencional.

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