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Um estudo recente realizado em Gana revelou uma prevalência significativa de lesões percutâneas (PI) entre profissionais de saúde, levantando sérias preocupações sobre as condições de trabalho e a segurança nesses ambientes. As lesões percutâneas, que incluem picadas de agulha e cortes com objetos afiados, representam um risco considerável de transmissão de doenças infecciosas, como hepatite B, hepatite C e HIV. A pesquisa investigou a relação entre a ocorrência dessas lesões e fatores como a pressão no trabalho e os horários de plantão.

Os resultados apontaram que escalas de trabalho irregulares, com a combinação de turnos diurnos, noturnos e vespertinos, juntamente com a alta pressão no trabalho, contribuíram para a elevada taxa de lesões percutâneas. Curiosamente, o estudo também indicou que profissionais com mais experiência apresentaram menor incidência de lesões, sugerindo que o treinamento e a familiaridade com os procedimentos podem desempenhar um papel protetor. No entanto, a aderência inconsistente às precauções padrão, como o uso correto de equipamentos de proteção individual, também foi identificada como um fator de risco.

Diante desse cenário, os autores do estudo enfatizam a necessidade urgente de as autoridades de saúde implementarem e reforçarem políticas de segurança que priorizem a redução da pressão no trabalho e a promoção de uma cultura de segurança em todos os turnos. Isso inclui a otimização das escalas de trabalho para evitar a sobrecarga dos profissionais, o fornecimento de treinamento adequado sobre o uso de equipamentos de proteção e a criação de um ambiente onde os profissionais se sintam seguros para relatar incidentes e buscar apoio. A implementação de medidas preventivas eficazes é crucial para proteger a saúde e a segurança dos profissionais de saúde e garantir a qualidade do atendimento prestado à população.

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