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Fisioterapia e Psicomotricidade no Autismo: O que a Ciência Diz

Introdução

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta cerca de 1 em cada 36 crianças nos Estados Unidos, segundo dados recentes do CDC. No Brasil, o diagnóstico tem aumentado, mas muitas famílias ainda enfrentam dificuldades para encontrar tratamentos adequados. Entre as intervenções disponíveis, a fisioterapia com abordagem psicomotora tem se destacado como uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento dessas crianças.

O que o estudo descobriu

Uma pesquisa publicada em 2025 na Revista Fisioterapia investigou como fisioterapeutas aplicam a psicomotricidade no tratamento de crianças com TEA. Os principais achados incluem:

Benefícios comprovados

  • Melhora na coordenação motora — tanto ampla (corpo inteiro) quanto fina (mãos e dedos)
  • Maior equilíbrio e postura — essenciais para atividades diárias como sentar, andar e brincar
  • Regulação sensorial — redução da hipersensibilidade a sons, texturas e movimentos
  • Interação social — 76,9% dos fisioterapeutas relataram melhoras significativas
  • Autonomia funcional — maior independência nas tarefas do dia a dia

A importância do lúdico

O estudo revelou que 100% dos fisioterapeutas utilizam atividades lúdicas em suas sessões. Brincadeiras estruturadas, jogos de imitação, danças e circuitos psicomotores são ferramentas essenciais para engajar as crianças e tornar o tratamento mais efetivo.

Materiais mais utilizados

Os profissionais citaram diversos recursos terapêuticos:

  • Tapetes com texturas variadas
  • Bolas terapêuticas e cama elástica
  • Brinquedos sensoriais (massinhas, almofadas)
  • Pranchas e discos de equilíbrio
  • Circuitos espumados
  • Hidroterapia com brinquedos flutuantes

Por que isso importa

Muitas pessoas associam o autismo apenas a dificuldades de comunicação e comportamento, mas as alterações motoras são frequentes e impactam a qualidade de vida. Crianças com TEA podem apresentar:

  • Hipotonia (tônus muscular reduzido)
  • Descoordenação motora
  • Dificuldades de equilíbrio
  • Alterações na marcha
  • Hipersensibilidade sensorial

A fisioterapia psicomotora aborda todos esses aspectos de forma integrada, respeitando as individualidades de cada criança.

O desafio da formação

O estudo apontou um problema importante: apenas 38,4% dos fisioterapeutas tinham formação específica em psicomotricidade para TEA. Isso destaca a necessidade de:

  • Mais cursos de especialização
  • Capacitação contínua dos profissionais
  • Investimento em pesquisas na área

Conclusão prática

Se você é pai ou responsável de uma criança com TEA, considere incluir a fisioterapia psicomotora no plano terapêutico. Busque profissionais que:

  • Utilizem abordagens lúdicas
  • Façam avaliações regulares do progresso
  • Envolvam a família no processo
  • Trabalhem em equipe multidisciplinar

O tratamento precoce e adequado pode fazer toda a diferença no desenvolvimento funcional e na qualidade de vida da criança.


Referência: Minalli, L., Scherrer, R. C., & Piva, E. K. (2025). A psicomotricidade como ferramenta terapêutica no tratamento do TEA na perspectiva dos profissionais fisioterapeutas. Revista Fisioterapia. DOI: 10.69849/revistaft/dt10202505220930

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