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Um estudo recente investigou o potencial da naringina, um flavonoide encontrado em frutas cítricas, como uma possível abordagem terapêutica para o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa, realizada com modelos de camundongos BTBR, revelou que a administração de naringina atenuou comportamentos associados ao autismo. Este achado abre novas perspectivas para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes para indivíduos com TEA.

Os pesquisadores observaram que a naringina parece atuar na neurogênese do hipocampo, um processo crucial para a aprendizagem e a memória. Em particular, o estudo indicou que a naringina facilita a recuperação da neurogênese prejudicada no hipocampo dos camundongos BTBR. Isso foi evidenciado pelo aumento de células positivas para doublecortina (DCX) e células progenitoras neuronais (NPCs) no giro denteado (DG), uma região do hipocampo. A restauração da neurogênese pode ser um mecanismo chave pelo qual a naringina exerce seus efeitos benéficos nos comportamentos autísticos.

Além disso, o estudo identificou o receptor canabinoide tipo 1 (CB1) como um mediador importante nos efeitos terapêuticos da naringina. O CB1 é um receptor presente no cérebro que desempenha um papel na regulação de diversas funções, incluindo a neurogênese e a plasticidade sináptica. A descoberta de que o CB1 está envolvido nos efeitos da naringina sugere que a modulação deste receptor pode ser uma estratégia eficaz para o tratamento do TEA. Embora sejam necessários mais estudos em humanos para confirmar esses resultados, a pesquisa fornece uma base promissora para o desenvolvimento de novas terapias baseadas na naringina ou em outros compostos que atuem no sistema canabinoide.

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