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A prática de exercícios físicos em jejum tem ganhado popularidade, impulsionada pela crença de que pode otimizar a queima de gordura e melhorar a resposta do corpo ao treinamento. No entanto, a ciência por trás dessa estratégia, especialmente no contexto do treinamento de resistência (musculação), ainda gera debates. Um estudo recente se propôs a investigar se treinar em jejum oferece vantagens significativas em comparação com o treino após a alimentação, no que tange à composição corporal e ao ganho de força.

A pesquisa, uma revisão sistemática com meta-análise, analisou diversos estudos clínicos que compararam os efeitos do treinamento de resistência em jejum e no estado alimentado sobre a massa magra, massa gorda, hipertrofia muscular e força em adultos. Os resultados indicaram que, de maneira geral, o treinamento em jejum e o treinamento alimentado apresentam efeitos similares no que se refere ao ganho de massa muscular e ao desenvolvimento da força. Contudo, uma nuance interessante surgiu: o treinamento em jejum parece estar associado a uma maior redução na massa gorda, o que pode ser um fator relevante para indivíduos que buscam aprimorar sua composição corporal.

É importante ressaltar que a maioria dos estudos analisados apresentava um alto risco de viés, o que limita a robustez das conclusões. Além disso, o estudo destaca que os efeitos similares entre as duas abordagens (jejum vs. alimentado) foram mais evidentes quando as sessões de treinamento ocorriam após um jejum noturno, o que sugere que o período de jejum pode influenciar a resposta do organismo ao exercício. Em suma, embora o treinamento em jejum possa auxiliar na redução da gordura corporal, ele não parece oferecer vantagens significativas em termos de ganho de massa muscular e força em comparação com o treinamento alimentado, especialmente considerando um jejum noturno padrão. Mais pesquisas de alta qualidade são necessárias para confirmar esses achados e explorar os mecanismos subjacentes a essas respostas.

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