Depressão Pós-Parto Parental e Risco de Autismo nos Filhos: Uma Análise Detalhada
Um estudo recente investigou a relação entre a depressão pós-parto (DPP) nos pais e o risco de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos filhos. A pesquisa, realizada com dados de nascimentos na Suécia entre 1997 e 2021, revelou uma associação significativa entre a DPP parental e o diagnóstico de TEA nas crianças.
Os resultados mostraram que filhos de mães com DPP apresentaram um risco 2,56 vezes maior de desenvolver TEA. Surpreendentemente, filhos de pais com DPP tiveram um risco comparável, de 2,59 vezes maior. O risco aumentou significativamente, atingindo 5,54 vezes maior, quando ambos os pais foram diagnosticados com DPP. Após o ajuste para possíveis fatores de confusão, como histórico de depressão e uso de antidepressivos, as tendências permaneceram similares, embora com magnitudes atenuadas. É importante notar que a depressão pós-parto afeta até 20% das novas mães, tornando esta uma questão de saúde pública relevante.
A pesquisa sugere que fatores genéticos compartilhados podem influenciar a associação entre a DPP parental e o risco de TEA nos filhos. Embora a associação não seja totalmente explicada pelo histórico de depressão ou uso de antidepressivos, estes fatores podem contribuir para o risco. Estes achados destacam a importância do rastreamento e tratamento da depressão pós-parto em ambos os pais, visando o bem-estar da família e a saúde do desenvolvimento infantil. A identificação precoce e intervenção nestes casos podem mitigar os riscos associados ao TEA e promover um ambiente familiar mais saudável e estável.
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