Descoberta promissora para o tratamento do autismo: Ativação de AMPK mostra resultados positivos em modelo animal
Um novo estudo publicado na revista Molecular Neurobiology apresenta resultados promissores no desenvolvimento de terapias para o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa investigou o potencial terapêutico de um composto inovador chamado ENERGI, que atua ativando a proteína quinase ativada por AMP (AMPK). A AMPK é um sensor de energia celular que desempenha um papel crucial na regulação da integridade e função das sinapses, as conexões entre os neurônios.
O estudo utilizou um modelo animal de autismo induzido por valproato (VPA) em ratos. Os resultados mostraram que a administração de ENERGI através da água potável atenuou gradualmente os déficits sociais, comportamentos repetitivos e comorbidades emocionais observados nos animais com TEA. Em nível sináptico, o tratamento com ENERGI restaurou a plasticidade aberrante, a estrutura da espinha dendrítica e a arborização dendrítica no hipocampo, uma região do cérebro importante para o aprendizado e a memória.
Notavelmente, os efeitos benéficos do ENERGI foram comparáveis aos da D-cicloserina (DCS), um candidato terapêutico conhecido para o TEA. Além disso, o ENERGI demonstrou uma eficácia superior na restauração das anormalidades da espinha dendrítica em comparação com a DCS. Mecanisticamente, o tratamento com ENERGI reverteu a redução na fosforilação de AMPK e normalizou os níveis elevados de PSD95 e GluA2 sináptica, enquanto o tratamento com DCS apenas resgatou os níveis de GluA2 sináptica. Esses achados sugerem que a ativação de AMPK pelo ENERGI pode representar uma nova abordagem promissora para o desenvolvimento de terapias para o TEA.
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