Exercícios de Força Combatem Efeitos da Quimioterapia em Mulheres com Câncer de Mama
Mulheres em tratamento contra o câncer de mama frequentemente enfrentam desafios significativos, incluindo a fadiga debilitante e a diminuição da capacidade cardiorrespiratória. Um estudo recente investigou se o treinamento de força com cargas elevadas durante a quimioterapia adjuvante ou neoadjuvante poderia mitigar esses efeitos adversos, além de avaliar o impacto na qualidade de vida e na composição muscular.
A pesquisa envolveu mulheres diagnosticadas com câncer de mama em estágios I a III, divididas em dois grupos: um grupo de treinamento de força (GTF), que realizou treinamento supervisionado com cargas elevadas duas vezes por semana durante a quimioterapia, e um grupo de controle (GC), que recebeu os cuidados usuais. Foram avaliados o consumo máximo de oxigênio (VO2pico), a concentração de hemoglobina, a fadiga relacionada ao câncer e a qualidade de vida. Adicionalmente, foram coletadas biópsias musculares do vasto lateral antes e após a quimioterapia e o treinamento.
Os resultados revelaram que, embora tanto o VO2pico quanto a concentração de hemoglobina diminuíram em ambos os grupos, o GTF demonstrou uma manutenção mais estável dos níveis de enzimas aeróbicas (COX4, CS, HADH combinados) em comparação com o GC, que apresentou uma diminuição significativa. Notavelmente, o treinamento de força pareceu proteger contra a redução na densidade capilar em fibras do tipo 2, observada no grupo de controle. Além disso, a fadiga física aumentou no grupo de controle, mas permaneceu relativamente estável no grupo de treinamento de força. Esses achados sugerem que o treinamento de força durante a quimioterapia pode ser uma estratégia eficaz para atenuar os efeitos negativos do tratamento no condicionamento físico, na função muscular e na fadiga, contribuindo para uma melhor qualidade de vida em mulheres com câncer de mama. A prática de exercícios de força se mostrou promissora para a saúde dessas pacientes.
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