Autismo e o Sistema Glifático: Descobertas Promissoras para a Compreensão e Tratamento
Pesquisadores têm investigado a função do sistema glifático em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), buscando entender melhor as possíveis causas e mecanismos subjacentes ao transtorno. O sistema glifático é essencial para a remoção de resíduos metabólicos do cérebro, um processo crucial para a saúde e o funcionamento cerebral ideal. Estudos recentes sugerem que disfunções nesse sistema podem estar relacionadas ao desenvolvimento do TEA.
Um estudo publicado na revista Frontiers in Psychiatry, em 2025, utilizou a técnica de imagem por tensor de difusão ao longo dos espaços perivasculares (DTI-ALPS) para avaliar a função do sistema glifático em crianças com TEA. Os resultados indicaram que crianças com TEA apresentaram índices DTI-ALPS significativamente reduzidos em comparação com crianças com desenvolvimento típico. Essa redução sugere uma função comprometida do sistema glifático, potencialmente contribuindo para a patogênese do TEA. A técnica DTI-ALPS permite visualizar e quantificar o fluxo de fluidos ao longo das vias de limpeza do cérebro, oferecendo uma janela para entender melhor esse sistema complexo.
Além disso, o estudo explorou a relação entre a função do sistema glifático e as habilidades de integração viso-motora (IVM) em crianças com TEA. A análise revelou que a função da IVM atua como um mediador entre a função alterada do sistema glifático e os déficits de comunicação observados no TEA. Isso significa que a capacidade de integrar informações visuais e motoras pode ser influenciada pela eficiência do sistema glifático, impactando, por sua vez, a comunicação social. Esses achados abrem novas perspectivas para intervenções terapêuticas direcionadas à melhoria da função do sistema glifático e das habilidades de IVM, visando atenuar os desafios de comunicação em indivíduos com TEA.
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