Comunicação Bilíngue para Crianças Autistas Não Verbais: Um Novo Protocolo
Um estudo recente explora a eficácia de abordagens bilíngues no desenvolvimento da comunicação em crianças autistas não verbais, de diferentes origens culturais e linguísticas. A pesquisa investigou a utilização simultânea do inglês e do espanhol como ferramenta para estabelecer um repertório comunicativo mais amplo e adaptável para essas crianças.
O protocolo de intervenção envolveu o ensino de ‘mands’ (pedidos ou solicitações) em contextos linguísticos específicos, alternando entre blocos de uma única língua e sessões com ambas as línguas misturadas. Os participantes foram expostos inicialmente a um contexto de aprendizado em blocos, por exemplo, a primeira metade da intervenção em inglês, seguida pela segunda metade em espanhol. Posteriormente, a intervenção progrediu para um contexto bilíngue misto, onde as línguas eram alternadas de forma aleatória. Durante todo o processo, foram realizadas avaliações para identificar o surgimento de discriminações condicionais, ou seja, a capacidade de associar a língua utilizada pelo terapeuta com a resposta apropriada.
Os resultados indicaram que as crianças foram capazes de estabelecer a discriminação linguística para diferentes formas de comunicação funcional, mesmo com uma instrução formal mínima nessa área. Essa descoberta sugere que uma intervenção comunicativa que incorpora elementos do bilinguismo pode ser uma estratégia eficaz não apenas para estabelecer a comunicação funcional, mas também para ajudar as crianças a discernir os contextos em que certas respostas têm maior probabilidade de serem reforçadas, promovendo, assim, a discriminação linguística. A pesquisa abre portas para novas abordagens no tratamento da comunicação em crianças autistas, considerando a importância da diversidade cultural e linguística.
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