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O desenvolvimento da linguagem narrativa é um marco crucial na infância, refletindo habilidades cognitivas e de comunicação em evolução. Crianças com autismo, no entanto, frequentemente apresentam padrões atípicos nesse desenvolvimento, com restrições na comunicação que atendem a necessidades específicas. Um estudo recente investigou a microestrutura da narrativa em crianças autistas de língua tâmil, comparando-as com crianças sem autismo, todas com idades entre 3 e 5 anos.

A pesquisa, que envolveu 38 crianças, analisou seis parâmetros de microestrutura narrativa por meio de tarefas de reconto e geração de histórias. Os pesquisadores avaliaram o número total de palavras, o número total de enunciados, o comprimento médio dos enunciados em palavras e morfemas, o número de palavras diferentes e a razão tipo-token. Esses indicadores fornecem insights valiosos sobre a fluência, a complexidade e a diversidade do vocabulário utilizado pelas crianças ao construir narrativas.

Os resultados revelaram que as crianças autistas consistentemente obtiveram pontuações mais baixas em todos os parâmetros avaliados, indicando dificuldades na fluência e uma tendência a usar frases mais curtas e simples. Essa descoberta ressalta a importância da avaliação narrativa como ferramenta para aprimorar a compreensão e o suporte ao desenvolvimento da linguagem em crianças com autismo. Ao identificar áreas específicas de dificuldade, os profissionais de saúde podem desenvolver intervenções personalizadas para promover habilidades de comunicação mais eficazes e facilitar a participação social dessas crianças.

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