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A agitação é um sintoma comportamental e psicológico comum em pessoas com demência, impactando significativamente a qualidade de vida tanto dos pacientes quanto de seus cuidadores. Identificar e monitorar os gatilhos da agitação, e seus subtipos, pode permitir a detecção precoce e a implementação de intervenções preventivas ou atenuantes.

Um estudo recente investigou a relação entre fatores ambientais específicos e a ocorrência de agitação, bem como seus subtipos (agitação motora e verbal), em pacientes com demência. Os pesquisadores analisaram dados de 37 pacientes internados em uma unidade especializada em neuropsiquiatria, coletando dados ambientais contínuos (luz, som e temperatura) por meio de sensores fixos. A agitação dos pacientes foi avaliada pelas enfermeiras usando a Escala de Agitação de Pittsburgh.

Os resultados revelaram que diferentes fatores ambientais, medidos entre 33 e 12 minutos antes do momento da agitação, estavam associados a diferentes subtipos. Um nível de luz médio mais baixo foi associado à agitação motora, enquanto uma maior variação no nível de som (desvio padrão) foi associada à agitação verbal. Fatores contextuais, como a hora do dia e a localização do paciente na unidade, também foram preditores significativos de agitação. Esses achados sugerem que modelos preditivos de agitação, baseados em dados ambientais e que considerem as diferenças entre os gatilhos da agitação verbal e motora, podem melhorar substancialmente o desempenho e permitir intervenções mais eficazes.

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