Glifosato na Gravidez e Desenvolvimento Infantil: Uma Revisão Alerta para Riscos
Uma revisão sistemática recente lançou luz sobre a possível ligação entre a exposição a herbicidas à base de glifosato durante a gravidez e após o nascimento, e potenciais problemas no desenvolvimento neurológico infantil. O glifosato, um dos herbicidas mais utilizados no mundo, tem sido objeto de crescente preocupação devido aos seus potenciais efeitos na saúde, especialmente em populações vulneráveis como bebês e crianças pequenas.
O estudo analisou 25 artigos científicos originais, tanto em humanos quanto em modelos animais, que investigaram a relação entre a exposição ao glifosato e o desenvolvimento neurológico. Os pesquisadores observaram que, em modelos animais, a exposição ao glifosato foi associada a problemas de cognição, função motora e memória, bem como comportamentos semelhantes aos observados em transtornos do espectro autista (TEA) e ansiedade. Em modelos de peixes, o principal efeito observado foi o comprometimento da atividade de natação. Em estudos com humanos, os pesquisadores se basearam em registros médicos para diagnosticar condições como depressão e comportamentos semelhantes ao autismo.
Apesar das limitações, como a escassez de estudos que mediram diretamente os níveis de glifosato no organismo, os resultados sugerem uma possível associação entre a exposição ao glifosato e déficits no desenvolvimento neurológico. Os autores enfatizam a necessidade de mais pesquisas para compreender completamente o impacto do glifosato no desenvolvimento infantil e para estabelecer limites seguros de exposição. É crucial que pais e cuidadores estejam cientes dos potenciais riscos e adotem medidas para minimizar a exposição ao glifosato durante a gravidez e a infância, como o consumo de alimentos orgânicos e a utilização de produtos de limpeza e higiene pessoal livres de glifosato. A prevenção é a melhor forma de proteger a saúde das futuras gerações.
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