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Um estudo recente aponta para o crescente interesse em como a música pode influenciar positivamente crianças com autismo, condição caracterizada por desafios na interação social, comunicação e comportamento. A pesquisa investiga as tendências atuais, os principais contribuintes e os interesses emergentes relacionados aos efeitos da música nessa população.

Através de uma análise bibliométrica abrangente de publicações de 1953 a 2024, utilizando a Web of Science Core Collection, os pesquisadores identificaram um aumento significativo nas publicações sobre o tema após 2009. Os países que se destacam nessa área de pesquisa incluem Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, China e Austrália. Instituições como a Universidade McGill e a Universidade de Montreal também se sobressaem na produção científica sobre o tema. O periódico Journal of Autism and Developmental Disorders é apontado como o mais influente nesta área.

Os resultados indicam que a música possui um potencial significativo para aprimorar as habilidades sociais e de comunicação em crianças com autismo. Palavras-chave como “habilidades sociais”, “comunicação” e “engajamento” têm ganhado destaque nas pesquisas desde 2020, evidenciando o foco crescente nesses aspectos. A conclusão do estudo ressalta a importância de futuras investigações sobre os efeitos a longo prazo da musicoterapia no desenvolvimento da linguagem, cognição e comportamento, bem como seu papel no aumento do engajamento em ambientes educacionais e terapêuticos. A musicoterapia surge como uma ferramenta promissora para o desenvolvimento de crianças com autismo, merecendo atenção e investimento em pesquisas futuras.

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