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Um estudo recente publicado na revista Frontiers in Psychiatry investigou o uso de sedativos em pacientes adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) durante crises psiquiátricas em departamentos de emergência. A pesquisa buscou determinar se esses pacientes recebem mais sedativos em comparação com indivíduos sem TEA que apresentam quadros clínicos semelhantes.

O estudo, conduzido como um caso de controle retrospectivo, analisou 66 prontuários de pacientes com TEA que foram atendidos em um grande departamento de emergência metropolitano em Victoria, Austrália, durante o ano de 2021. Esses casos foram comparados com um grupo controle de pacientes sem TEA, selecionados de forma a corresponder em idade e sexo. Os resultados revelaram que pacientes com TEA apresentaram uma probabilidade significativamente maior (4,83 vezes) de receber múltiplas doses de sedativos em comparação com o grupo controle, mesmo após o ajuste para outras características não correspondentes.

Essa descoberta sugere a necessidade de uma atenção especial no manejo de pacientes com TEA em situações de emergência psiquiátrica. Os autores do estudo enfatizam que os profissionais de saúde devem estar cientes da maior probabilidade de uso de múltiplas doses de sedativos nesses pacientes e considerar abordagens alternativas para o manejo do comportamento. Embora o estudo não tenha encontrado diferenças significativas nas taxas de sedação intramuscular ou restrição física, a alta taxa de sedação múltipla indica uma área crítica para a melhoria do atendimento. Estratégias de comunicação adaptadas, consideração das sensibilidades sensoriais e o tratamento de comorbidades psiquiátricas podem ajudar a reduzir a necessidade de sedação em pacientes com TEA durante crises psiquiátricas.

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