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A Síndrome de Phelan McDermid (PMS), também conhecida como síndrome da deleção 22q13.3, é um distúrbio do neurodesenvolvimento complexo. Embora existam cerca de 40 modelos pré-clínicos para estudar a PMS, uma análise fenotípica detalhada que compare os efeitos de diferentes variações patogênicas e que possa orientar o design de tratamentos eficazes ainda é um desafio. Uma pesquisa recente se dedicou a analisar traços comportamentais importantes em modelos de camundongos transgênicos, buscando preencher essa lacuna no conhecimento.

O estudo investigou características comportamentais relevantes para a síndrome, incluindo aspectos sociais, vocalização, comportamentos repetitivos e traços relacionados à ansiedade. Além disso, foram analisadas as trajetórias de desenvolvimento, a atividade motora e alterações na estrutura e função cerebral em 10 modelos de camundongos com modificações no gene Shank3, um gene chave associado à PMS. A pesquisa revelou que, embora déficits comportamentais fossem mais extensivamente relatados em modelos específicos (Shank3B-/- e Shank3∆C/∆C), todos os modelos revisados exibiam traços comportamentais relevantes para o autismo, uma comorbidade comum na PMS.

A pesquisa enfatiza a necessidade de estudos mais abrangentes que avaliem uma gama maior de características, como vocalização, marcos de desenvolvimento, função motora e comportamento agressivo. Curiosamente, nenhum dos estudos analisados investigou a função intestinal nesses modelos Shank3, apesar de evidências que ligam alterações no microbioma gastrointestinal de camundongos deficientes em Shank3 a mudanças no comportamento social e na função gastrointestinal. Compreender o impacto das variações genéticas em Shank3 no cérebro, comportamento e sistema gastrointestinal é crucial para desenvolver intervenções terapêuticas mais direcionadas e eficazes para a Síndrome de Phelan McDermid. O uso de modelos pré-clínicos, portanto, continua sendo uma ferramenta vital para desvendar os mecanismos moleculares subjacentes à PMS.

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