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Um estudo recente investigou o potencial do Kamikihito (KKT), uma medicina tradicional japonesa, no tratamento de dificuldades de reconhecimento social, um sintoma frequentemente associado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). O KKT é tradicionalmente utilizado para tratar insônia, anemia, ansiedade e neuroses, mas seu mecanismo de ação científico ainda não é totalmente compreendido.

A pesquisa, realizada com modelos de camundongos, explorou a relação entre o KKT e a ocitocina, um hormônio conhecido por seu papel nas interações sociais. Os resultados indicaram que o KKT pode melhorar o reconhecimento social ao atuar através do receptor de ocitocina (Oxtr) e ao suprimir a ativação neural excessiva após estímulos sociais. Em camundongos deficientes em ocitocina, o KKT demonstrou melhorar o comportamento de reconhecimento social e reduzir a atividade neural excessiva no cérebro após a interação social. Interessantemente, o efeito benéfico do KKT não foi observado em camundongos com deficiência no receptor de ocitocina.

Adicionalmente, o estudo examinou o efeito do KKT em camundongos que exibiam características semelhantes ao TEA induzidas por fatores ambientais. Os resultados mostraram que o KKT também melhorou o comprometimento do reconhecimento social nesses modelos. Embora sejam necessários mais estudos em humanos, essas descobertas sugerem que o KKT pode ter um papel importante no tratamento de sintomas semelhantes ao TEA, especialmente aqueles relacionados a dificuldades na interação social. A pesquisa abre portas para novas abordagens terapêuticas e destaca a importância de explorar terapias complementares e alternativas para condições complexas como o TEA. Mais estudos são necessários para confirmar esses resultados e determinar a segurança e eficácia do KKT em humanos.

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