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Um novo estudo na área da saúde mental investiga as diferenças no desenvolvimento cerebral de indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em comparação com pessoas neurotípicas. A pesquisa focou na conectividade estrutural e funcional do cérebro, buscando entender como essas conexões se desenvolvem ao longo do tempo e como o TEA pode influenciar esse processo.

O estudo analisou dados de 140 participantes, com idades entre 5 e 26 anos, e revelou diferenças significativas no hemisfério esquerdo do cérebro em pessoas com TEA. Especificamente, os pesquisadores observaram que a organização do chamado ‘rich-club’ (RC) – um conjunto de regiões cerebrais altamente interconectadas e cruciais para a comunicação dentro do cérebro – mostrava um padrão de desenvolvimento diferente. Essa rede RC é predominantemente localizada no hemisfério esquerdo, e as alterações encontradas sugerem uma trajetória atípica nesse lado do cérebro em indivíduos com TEA.

Um dos achados mais interessantes foi a observação de que a lateralização do RC local (a especialização de um hemisfério para certas funções) apresentava um padrão de mudança relacionado à idade diferente em indivíduos com TEA em comparação com o grupo de controle. No grupo com TEA, a lateralização para o lado direito aumentava com a idade, enquanto no grupo de controle, diminuía. Esses resultados destacam um padrão atípico de assimetria hemisférica no TEA, fornecendo novas pistas sobre as possíveis causas e manifestações do transtorno. Entender melhor essas diferenças pode levar a abordagens de intervenção mais eficazes e personalizadas no futuro, com foco em apoiar o desenvolvimento neurocognitivo de pessoas com TEA.

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