Saúde Desvendada

Seu local de informações de saúde

O cérebro dos mamíferos, com sua incrível complexidade, é um dos maiores feitos da evolução. Uma pesquisa recente focou em entender como o neocórtex, a parte do cérebro responsável por funções cognitivas superiores, evoluiu para sua forma atual. O estudo investigou as redes de genes que controlam o desenvolvimento dos neurônios no neocórtex, buscando identificar as mudanças genéticas que permitiram aos mamíferos desenvolver cérebros tão sofisticados.

A pesquisa comparou a expressão de genes e os elementos reguladores cis (CREs) em diferentes tipos de neurônios do neocórtex de camundongos. Ao analisar as diferenças entre CREs de mamíferos e não mamíferos, os cientistas identificaram CREs específicos de mamíferos e padrões de expressão únicos. Um subgrupo desses CREs, ligados à proteína ZBTB18, mostrou-se associado a genes que definem os subtipos de neurônios intratelencefálicos (IT) e extratelencefálicos (ET) e sua conectividade. Curiosamente, tanto a ZBTB18 quanto esses genes-alvo têm sido relacionados a distúrbios como deficiência intelectual e autismo.

Para aprofundar a compreensão do papel da ZBTB18, os pesquisadores desativaram o gene *Zbtb18* em neurônios de camundongos. Essa manipulação genética resultou em uma expressão gênica desregulada, redução da diversidade molecular dos neurônios e diminuição das projeções corticoespinhais e calosas, além de um aumento das projeções cortico-corticais intra-hemisféricas para o córtex pré-frontal. Essas mudanças tornaram o cérebro dos camundongos mais parecido com o de animais não mamíferos. Notavelmente, os motivos de ligação da ZBTB18 são altamente enriquecidos em CREs de neurônios IT que se projetam calosamente, com maior conservação especificamente em mamíferos. Este estudo revela componentes críticos e adaptações evolutivas específicas de mamíferos dentro de um nó regulatório essencial para a identidade e conectividade dos neurônios do neocórtex, com implicações para distúrbios do neurodesenvolvimento e neuropsiquiátricos. Este avanço na compreensão do desenvolvimento cerebral pode abrir novas portas para o tratamento de condições neurológicas e psiquiátricas.

Origem: Link

Deixe comentário