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Uma revisão sistemática investigou o uso do questionário WHODAS 2.0 em ensaios clínicos, buscando entender como essa ferramenta está sendo empregada na prática. Foram analisados estudos publicados em português, inglês e espanhol que utilizaram o WHODAS 2.0, buscando dados em bancos de dados como MEDLINE, Embase, LILACS e PEDro. A coleta de dados incluiu informações sobre o país, o ano de publicação, a população estudada, os objetivos, a versão do WHODAS 2.0 utilizada e as variáveis avaliadas. Inicialmente, foram identificadas 206 referências, das quais 32 artigos atenderam aos critérios de inclusão após análise rigorosa.

A maior parte dos estudos (n=10) foi realizada na Ásia, seguida pela América (n=9). Destes 32 estudos, quatro utilizaram a versão de 36 itens, 17 a versão de 12 itens, e os demais não relataram a versão ou utilizaram resultados de domínios específicos. Quanto à população, a maioria dos artigos (n=24) focou em indivíduos com transtornos mentais. Entre os profissionais de saúde envolvidos nas pesquisas, médicos e enfermeiros predominaram. Apesar de ser uma ferramenta recomendada pela OMS para avaliar o funcionamento, a pesquisa constatou que apenas 32 estudos analisados utilizaram o WHODAS 2.0. Observou-se a disseminação do instrumento em âmbito global e que, apesar de ser uma ferramenta genérica, a maioria dos estudos o empregou na avaliação de populações com transtornos mentais.

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